A Arte de Viver e Amar por Salis
Vida. Uma oportunidade única de passar pelo planeta Terra e... Viver. Mas viver é uma atividade abstrata. Diferentemente de sobreviver, o viver não é puramente científico, o viver não é simplesmente estar vivo. É como você decide estar vivo. A maioria de nós tem a sua "fórmula", e você sabe do que eu estou falando. Num mundo marcado pelo progresso, a lógica e a racionalidade guiam o modo de vida da maioria das pessoas.
Todos queremos ser bem-sucedidos. Isto implica estudar pra caramba, arranjar um bom emprego, constituir família e ter sucesso na vida (para a maioria das pessoas, claro). Lógico, pessoal. Esse é o caminho. Se você não é rico, tem que ralar. E aí se tornar "alguém na vida". Mas, se muitos forem sinceros consigo mesmos, perceberão um vazio. Um buraco lá no fundo do coração, oculto pela ilusão da felicidade através dos bens materiais e de um caminho de vida "correto", padronizado.
Viktor D. Salis. Formado em Psicologia e com dois doutorados, acredita que as pessoas bem resolvidas são chatas. Em uma palestra de introdução à linguagem da mitologia, ele afirmou que esse padrão, essa organização e determinação da vida moderna são a causa do vazio que nos aflige, bem lá no fundo. Todos sabemos que passamos por tempos de solidão, mesmo com todas as nossas tecnologias de comunicação, e Viktor, em suas pesquisas para os doutorados, percebeu que a causa disso era a falta da arte de viver e amar.
Muitas pessoas devem ter conhecimento dessa arte. Mas confesso que esta foi a primeira vez que ouvi este termo de alguém. E fiquei muito feliz. A arte de viver e amar não é algo científico. Não é algo medido. É algo sentido. Algo há muito esquecido, mas que constituía mentes maduras e éticas desde a infância. O seu cerne é o ideal de felicidade que qualquer homem deve ter em sociedade. Salis demonstra esse ideal através do respeito aos direitos da pessoa, bem como a possibilidade de ser reconhecido, valorizado e amado em sua posição, além de valores muito importantes como a confiabilidade, coisa que nos falta muito. Não podemos sair de casa sem medo de um assaltante, de um agressor. A Pólis de Platão, ideal de sociedade, só seria possível se esses pontos fosse cumpridos.
Viktor D. Salis percebeu o distanciamento das pessoas, a tristeza crônica, a chata ordem moderna da vida, e pensou que, com tanto tempo e desenvolvimento, não é possível que nenhum povo tenha estudado ou valorizado a arte de viver e amar, mais importante que qualquer ciência, facilmente esquecida por muitos. Ele descobriu a Antiguidade Clássica grega. Através de seus mitos, aparentemente puramente religiosos, os mestres gregos ensinavam as crianças a controlarem seus impulsos, a não sofrerem por um falso amor (sim, as sofrências podem ser erradicadas com alguma reflexão), e a agirem com sabedoria e ética, um valor universal.
Tudo isso tornava as pessoas mais felizes e completas, em uma época onde precisávamos ir até a casa das pessoas para lhes falar, e, acima de tudo, as formava como seres humanos éticos e sábios desde a infância, provando que uma formação pessoal profunda é possível, e torna as pessoas realizadas das formas mais simples.
O nosso modo de ver não nos permite ser tão completos. Presos ao que a nossa família e nossa sociedade nos impõem, nos tornamos cegos em relação aos infinitos possíveis caminhos para se percorrer a longa estrada da vida. O vazio que aflige você não será curado por esforço sobrehumano ou por conquistas materiais, pessoais, revoltas. Será curado por uma reflexão. As pessoas são diferentes, os caminhos são diferentes. Se cada um de nós aprender a arte de viver e amar, que dane-se a tecnologia, dane-se o cursinho, dane-se o crime. Se cada um de nós aprender a viver, aprender a amar de verdade, o caminho se revela, e o resto é lucro.
É aí que entra a dificuldade. Para mudar o modo de ver, de viver, principalmente quando se propõe abandonar velhas crenças, é preciso agir com o coração. Devo dizer que, aí, é preciso deixar a lógica e a razão de lado. O ser humano é impulsivo, ilógico, livre. Se você tenta racionalizar o seu caminho, ele o corrompe. Mas, se você sente o seu caminho, se é verdadeiro, segui-lo com razão não é tão difícil.
No fundo, no fundo, o ser humano é uma pessoa fechada. É difícil mudar a cabeça de uma pessoa. Talvez, o que eu e muitos como Viktor D. Salis queremos dizer é que, se você se sente vazio, se a sociedade está distante, devemos aprender a viver mais, a amar mais, o amor necessário ao ser humano, que o torna humilde, que o torna completo, que o faz se levantar da cama. Aprender a cuidar de nós mesmos, cuidar do próximo, para que, assim, alcancemos a felicidade entre as pessoas. Não através de bens, de ilusões ou uma luta sem fim. É como diria o senhor Oswaldo Montenegro.
Eu quero ser feliz agora.
Viktor D. Salis. Formado em Psicologia e com dois doutorados, acredita que as pessoas bem resolvidas são chatas. Em uma palestra de introdução à linguagem da mitologia, ele afirmou que esse padrão, essa organização e determinação da vida moderna são a causa do vazio que nos aflige, bem lá no fundo. Todos sabemos que passamos por tempos de solidão, mesmo com todas as nossas tecnologias de comunicação, e Viktor, em suas pesquisas para os doutorados, percebeu que a causa disso era a falta da arte de viver e amar.
Muitas pessoas devem ter conhecimento dessa arte. Mas confesso que esta foi a primeira vez que ouvi este termo de alguém. E fiquei muito feliz. A arte de viver e amar não é algo científico. Não é algo medido. É algo sentido. Algo há muito esquecido, mas que constituía mentes maduras e éticas desde a infância. O seu cerne é o ideal de felicidade que qualquer homem deve ter em sociedade. Salis demonstra esse ideal através do respeito aos direitos da pessoa, bem como a possibilidade de ser reconhecido, valorizado e amado em sua posição, além de valores muito importantes como a confiabilidade, coisa que nos falta muito. Não podemos sair de casa sem medo de um assaltante, de um agressor. A Pólis de Platão, ideal de sociedade, só seria possível se esses pontos fosse cumpridos.
Viktor D. Salis percebeu o distanciamento das pessoas, a tristeza crônica, a chata ordem moderna da vida, e pensou que, com tanto tempo e desenvolvimento, não é possível que nenhum povo tenha estudado ou valorizado a arte de viver e amar, mais importante que qualquer ciência, facilmente esquecida por muitos. Ele descobriu a Antiguidade Clássica grega. Através de seus mitos, aparentemente puramente religiosos, os mestres gregos ensinavam as crianças a controlarem seus impulsos, a não sofrerem por um falso amor (sim, as sofrências podem ser erradicadas com alguma reflexão), e a agirem com sabedoria e ética, um valor universal.
Tudo isso tornava as pessoas mais felizes e completas, em uma época onde precisávamos ir até a casa das pessoas para lhes falar, e, acima de tudo, as formava como seres humanos éticos e sábios desde a infância, provando que uma formação pessoal profunda é possível, e torna as pessoas realizadas das formas mais simples.
O nosso modo de ver não nos permite ser tão completos. Presos ao que a nossa família e nossa sociedade nos impõem, nos tornamos cegos em relação aos infinitos possíveis caminhos para se percorrer a longa estrada da vida. O vazio que aflige você não será curado por esforço sobrehumano ou por conquistas materiais, pessoais, revoltas. Será curado por uma reflexão. As pessoas são diferentes, os caminhos são diferentes. Se cada um de nós aprender a arte de viver e amar, que dane-se a tecnologia, dane-se o cursinho, dane-se o crime. Se cada um de nós aprender a viver, aprender a amar de verdade, o caminho se revela, e o resto é lucro.
É aí que entra a dificuldade. Para mudar o modo de ver, de viver, principalmente quando se propõe abandonar velhas crenças, é preciso agir com o coração. Devo dizer que, aí, é preciso deixar a lógica e a razão de lado. O ser humano é impulsivo, ilógico, livre. Se você tenta racionalizar o seu caminho, ele o corrompe. Mas, se você sente o seu caminho, se é verdadeiro, segui-lo com razão não é tão difícil.
No fundo, no fundo, o ser humano é uma pessoa fechada. É difícil mudar a cabeça de uma pessoa. Talvez, o que eu e muitos como Viktor D. Salis queremos dizer é que, se você se sente vazio, se a sociedade está distante, devemos aprender a viver mais, a amar mais, o amor necessário ao ser humano, que o torna humilde, que o torna completo, que o faz se levantar da cama. Aprender a cuidar de nós mesmos, cuidar do próximo, para que, assim, alcancemos a felicidade entre as pessoas. Não através de bens, de ilusões ou uma luta sem fim. É como diria o senhor Oswaldo Montenegro.
Eu quero ser feliz agora.
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