Nada com Nada
Estou escrevendo isto à meia-noite, e olha só! Não é que bateu uma inspiração? E se bateu inspiração, bateu criação. É desse modo nada com nada que eu inicio este trabalho. Esse modo de conversar, de pensar... É um dom. Não se preocupe, eu vou explicar. Vou mostrar em detalhes porque as coisas sem sentido fazem muito sentido.
O que você espera que saia da boca de uma pessoa? A uns dois dias atrás, eu resolvi realizar uma enquete com algumas pessoas. A proposta foi: "ensine-me algo que eu não saiba em apenas uma frase." Eu esperava algo como a cotação do dólar ou dicas de pescaria e tal... Mas entre garrafas de cerveja que curam ressaca, ovos de codorna para levantar o que está frouxo e 72 receitas de chá, eu não encontrei nada do tipo. Aí acendeu uma luz de LED aqui no sótão.
Eu sei que, na vida, a gente aprende muita coisa. Mas, quando se faz uma pergunta tão direta e simples, porque nos dá um branco? É o diálogo. "Me ensine algo". Ninguém diz isso. Todo mundo diz "me ensine a costurar" ou "me ensine calcular um logaritmo". Nossa mente é direcionada. Abre uma gaveta, pega uma resposta, guarda de volta, fecha a gaveta. Acabou, todo mundo vai embora feliz. Mas eu pedi alguma coisa. E eu não pedi alguma coisa sobre costura ou mesmo alguma coisa sobre logaritmo. Eu pedi simples e puramente alguma coisa.
Poxa vida, qual gaveta eu abro? Tem um depósito do tamanho daquele dos filmes do Indiana Jones na minha cabeça, e eu nem sei por onde começar. Por onde começou? Aí surge outro ponto. Não subestime suas informações. Não houve uma alma viva que não me falou um ditado, uma reza ou um remédio. É a emergência. A fuga cerebral. Tá deprimido? Olha um ditado. Tá doente? Faz uma reza, toma um remédio. Parece que é o que importa hoje. E pode até ser. Mas falta o resto das coisinhas do mundo. Eu já aprendi que ponta 0.5mm de grafite quebra muito fácil. E que tem um lugar na barriga dos cachorros que faz a perna deles mexer, se você coçar direito. Muitos sabem disso. E muitos não sabem. É interessante. Interessante é bom.
Parece inútil? Nada com nada? Amo! Saber um pouco mais, saber uma besteirinha, algo pra contar pra alguém, pra guardar com carinho. Parece estranho, mas alguns têm a sua música, a sua cor. Por que não uma informação? Mas que seja verdade, que seja puro. Eu já falei que o Nada existe na vida das pessoas, inclusive aqui. Como já dizia o ditado, "Nada, não se pode viver com ele, não se pode viver sem ele". Deve ser um paradoxo, assim como a vida. Parece muito complexa, de perto, mas se distancie um metro e verá uma coisa linda. No fim das contas, a gente vive pra morrer, não é? Pra morrer feliz, pra viver completo.
Bom, mas eu estava falando de um diálogo sem sentido. Voltando ao fio da meada, eu posso dizer que dialogar é uma arte. Eu adoro falar do mundo. Por isso conversar a dois é o meu forte. Eu converso com você, certo? Ou pelo menos falo algo para o vazio. É muito fácil se desorientar em multidões. Muitas histórias. Muita complexidade. Muita importância na futilidade e vice-versa. Eu prefiro desenvolver a complexidade na simplicidade. O contrário é possível, mas exige muita prática (posso dizer que é um processo árduo). Portanto, o simples e puro diálogo é um tesouro. É treinamento, É informação. é tudo, é nada e é alguma coisa.
Eu posso até dizer nada com nada e confundir você, mas no final das contas eu só quero dizer-te que deixe fluir. A conversa virá, o diálogo vem. Quando parar pra ver, vai estar pulando pelo depósito igual ao Indiana Jones. E o diálogo mais produtivo vem da circunstância mais simples. É um fenômeno natural. Poderia resolver conflitos. É uma arma difícil de controlar, mas mais poderosa que qualquer fofoca ou discussão.
Por fim, eu só queria dizer que "grãos engordam". Por que eu digo isso? Sei lá, pra iniciar um papo, pra botar uma pulga atrás da orelha, para iniciar uma revolução.
Eu não falo nada com nada, mesmo.
O que você espera que saia da boca de uma pessoa? A uns dois dias atrás, eu resolvi realizar uma enquete com algumas pessoas. A proposta foi: "ensine-me algo que eu não saiba em apenas uma frase." Eu esperava algo como a cotação do dólar ou dicas de pescaria e tal... Mas entre garrafas de cerveja que curam ressaca, ovos de codorna para levantar o que está frouxo e 72 receitas de chá, eu não encontrei nada do tipo. Aí acendeu uma luz de LED aqui no sótão.
Eu sei que, na vida, a gente aprende muita coisa. Mas, quando se faz uma pergunta tão direta e simples, porque nos dá um branco? É o diálogo. "Me ensine algo". Ninguém diz isso. Todo mundo diz "me ensine a costurar" ou "me ensine calcular um logaritmo". Nossa mente é direcionada. Abre uma gaveta, pega uma resposta, guarda de volta, fecha a gaveta. Acabou, todo mundo vai embora feliz. Mas eu pedi alguma coisa. E eu não pedi alguma coisa sobre costura ou mesmo alguma coisa sobre logaritmo. Eu pedi simples e puramente alguma coisa.
Poxa vida, qual gaveta eu abro? Tem um depósito do tamanho daquele dos filmes do Indiana Jones na minha cabeça, e eu nem sei por onde começar. Por onde começou? Aí surge outro ponto. Não subestime suas informações. Não houve uma alma viva que não me falou um ditado, uma reza ou um remédio. É a emergência. A fuga cerebral. Tá deprimido? Olha um ditado. Tá doente? Faz uma reza, toma um remédio. Parece que é o que importa hoje. E pode até ser. Mas falta o resto das coisinhas do mundo. Eu já aprendi que ponta 0.5mm de grafite quebra muito fácil. E que tem um lugar na barriga dos cachorros que faz a perna deles mexer, se você coçar direito. Muitos sabem disso. E muitos não sabem. É interessante. Interessante é bom.
Parece inútil? Nada com nada? Amo! Saber um pouco mais, saber uma besteirinha, algo pra contar pra alguém, pra guardar com carinho. Parece estranho, mas alguns têm a sua música, a sua cor. Por que não uma informação? Mas que seja verdade, que seja puro. Eu já falei que o Nada existe na vida das pessoas, inclusive aqui. Como já dizia o ditado, "Nada, não se pode viver com ele, não se pode viver sem ele". Deve ser um paradoxo, assim como a vida. Parece muito complexa, de perto, mas se distancie um metro e verá uma coisa linda. No fim das contas, a gente vive pra morrer, não é? Pra morrer feliz, pra viver completo.
Bom, mas eu estava falando de um diálogo sem sentido. Voltando ao fio da meada, eu posso dizer que dialogar é uma arte. Eu adoro falar do mundo. Por isso conversar a dois é o meu forte. Eu converso com você, certo? Ou pelo menos falo algo para o vazio. É muito fácil se desorientar em multidões. Muitas histórias. Muita complexidade. Muita importância na futilidade e vice-versa. Eu prefiro desenvolver a complexidade na simplicidade. O contrário é possível, mas exige muita prática (posso dizer que é um processo árduo). Portanto, o simples e puro diálogo é um tesouro. É treinamento, É informação. é tudo, é nada e é alguma coisa.
Eu posso até dizer nada com nada e confundir você, mas no final das contas eu só quero dizer-te que deixe fluir. A conversa virá, o diálogo vem. Quando parar pra ver, vai estar pulando pelo depósito igual ao Indiana Jones. E o diálogo mais produtivo vem da circunstância mais simples. É um fenômeno natural. Poderia resolver conflitos. É uma arma difícil de controlar, mas mais poderosa que qualquer fofoca ou discussão.
Por fim, eu só queria dizer que "grãos engordam". Por que eu digo isso? Sei lá, pra iniciar um papo, pra botar uma pulga atrás da orelha, para iniciar uma revolução.
Eu não falo nada com nada, mesmo.
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