Ponto de Vista
Simultaneidade
- Eu amo o mundo! Eu detesto o mundo! Eu creio em Deus! Deus
é um absurdo! Eu vou me matar! Eu quero viver!
- Você é louco?
- Não, sou poeta.
-Mário Quintana
Já estava na hora de
mostrar as criações de outro alguém, assim, diretamente. Eu procurei por um
poema insano, e o que achei foi um ponto de partida. A gente acredita em algo,
e depois deixa de acreditar. A gente apoia algo, e depois deixa de apoiar. Nós
por muitas vezes nos contradizemos, mesmo que sem querer, e também nos sentimos
perdidos em relação a algo, mesmo depois de pensar muito sobre aquilo.
Eu sei que isso acontece
comigo. Eu aprecio muito a música, mas não tenho preferência por gêneros. Bom,
até que tenho, mas nunca dura. Eu simplesmente enjoo, e procuro algo novo. E
sinto falta do que tinha. Não é um círculo vicioso, mas virtuoso, pois é bom.
Novo é bom. E o velho? Também é bom. A gente mexe, sim, em time que está
ganhando. Tem mais gente pra jogar, mais estratégias pra testar e mais
oponentes pra enfrentar.
O que eu quero dizer é que
esse pequeno poema me chamou a atenção. Talvez sejamos seres tão instáveis que
nossas opiniões contraditórias sejam quase simultâneas. Talvez, aceitar os
opostos, os lados, os pontos de vista e as novas ideias sejam o ponto de
partida para uma poesia, para um poeta. Talvez, o que os outros veem como
loucura seja apenas um ponto de vista diferente, e talvez a ovelha negra esteja
certa.
Lembra que eu disse que a
loucura podia ser boa? Pois é. Estamos globalizados. Todos conectados. É uma
cultura mundial, ideias mundiais. Se você pensa diferente, pode ser taxado de
estranho, louco. E isso é bom. Vai tornar você, no mínimo, interessante. E ser
interessante é importante hoje em dia. É divertido.
Você não é qualquer um. Então não seja qualquer um.
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