Poética Noturna
E é no império da noite que nascem as angústias
Não importa se por causa da paixão ou da saudade
Feito frio na barriga em momento de sombria epifania
E se espalham pela epiderme como fogo em palha, violento arrepio
E o aperto no peito parece ser a jaula da leveza
As expressões trêmulas refletem o que antes era somente máscara
A culpa é do abraço do escuro e da transformação de mente
E sentimento. Quem dera fosse, dentro de meu ser, amor sem fim
Mas por dentro as coisas eternas se disfarçam, quando sabem quem sou eu
Deve ser porque vivo a me esconder dos meus medos, talvez à sua espreita
Mas todos nós temos dias de caça e de caçador
No fim, a alma precisa se alimentar do puro amor
Então me deixe senti-lo, para que volte ao mundo, transmutado.
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